segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Campanha Mais Shoujo no Brasil e um Mundo de Possibilidades

Konnichiwa minna-san!

Hoje venho fazer um post sobre algo que achei extremamente legal no mundo dos animes. Uma iniciativa incrível do público consumidor de mangás shoujo no Brasil, e como o Anime Nostálgico da semana passada foi um Shoujo incrível, achei pertinente e justíssimo falar dessa iniciativa que já se tornou um grande movimento ao meu ver.


É sabido que o mercado de mangás brasileiro é falho sim, inúmeras sequências ficam sem final, e a variação de títulos é ainda menor. Para as pessoas das cidades grandes a dificuldade em encontrar é um pouco menor, não significando que ela não exista, mas para as pessoas que como eu moram em cidades interioranas essa dificuldade aumenta consideravelmente.



Essas dificuldades são ainda maiores quando se trata de mangás do gênero shoujo, pois segundo a maioria das editoras este não é um gênero tão procurado (seja por garotos ou garotas) no Brasil. A maioria dos títulos Shoujo que temos hoje são ou relançamentos, ou se um título novo aparece ele acaba cancelado na metade, como o caso de Otomen.



Com isso em mente algumas pessoas iniciaram uma pequena campanha chamada Mais Shoujo no Brasil, que consiste em uma iniciativa do público consumidor desse gênero em mostrar para as editoras do país que há sim uma quantidade suficiente de pessoas interessadas no assunto, que consumiriam muito mais se houvessem mais opções e menos cancelamentos.


Eu já havia ouvido falar da iniciativa, mas imaginei (com o meu enorme preconceito e falta de conhecimento sobre o gênero) que era apenas fogo de palha, e que não chegaria a lugar nenhum. Eu como consumidora de mangás e animes, detesto assistir shoujos, tendo sim suas exceções (ou seja, não é que nenhum seja bom, só não me atraio pela maioria), mas quando vi uma postagem na página da Panini no Facebook, minha cara foi esfregada miseravelmente no chapisco.

Clique na imagem para ser direcionado para a postagem no Facebook da Panini e dar uma força pro pessoal da campanha.
Sim, a campanha cresceu pra caramba e eu com a minha cara rachada decidi que divulgar a iniciativa era não só uma ajuda pro pessoal que iniciou-a, mas sim uma obrigação como parte do público consumidor. Eu não tenho muitos detalhes sobre a campanha em si mas quem quiser saber mais sobre pode dar uma passada no blog Otome Tea Time, que elas fizeram uma entrevista com os dois idealizadores do, agora, movimento pró-shoujo.


Como eu já disse não sou uma fá de carteirinha do gênero Shoujo, mas não significa que eu não goste de nenhuma obra que se encaixe nele, então tive a ideia de um novo especial para o blog, decidi que durante duas semanas farei postagens de Dicas de Animes apenas sobre obras Shoujo que eu gostei de assistir.


Para finalizar eu deixo um pedido para os leitores (as) do Hatsuki M. Compartilhem a iniciativa, pois a atitude foi muito bacana e digna, e mesmo que você ODEIE o gênero, não custa ajudar, porque isso pode fazer com que as editoras abram mais espaço para novos títulos, não só Shoujo, mas de todos os gêneros de mangá, e assim criando um mercado mais bem atendido.

Pessoal da Campanha, parabéns pela iniciativa!


Mata ne! o/


PS: Não conheço todos os títulos das imagens dessa postagem.

sábado, 1 de novembro de 2014

Anime Nostálgico - Guerreiras Magicas de Reyearth


Guerreiras Mágicas de Reyearth é uma obra do grande estúdio Clamp, publicado em seis volumes pela editora Kodansha. Foi inicialmente publicado pela revista semanal Nakayoshi de 1993 a 1996. No Brasil o mangá foi lançado pela editora JBC mas diferente do original japonês foi publicado em doze volumes de 2001 a 2002, e foi relançado no ano de 2013, dessa vez no chamado formado de luxo, e em seis volumes como o original e conteúdo remodelado, com cenas novas que não foram passadas para o Brasil.
Quanto ao anime, foi feito em quarenta e nove episódios que foram divididos em duas partes. A primeira parte, que eu costumo chamar de saga, é composta de vinte episódios e segundo as nomenclaturas Hatsukianas é a saga da Princesa Esmeralda. A segunda fase contou com vinte e nove episódios, nomenclatura Hatsukiana: Saga da Debonair, mais um OVA com três episódios.

No Brasil foi exibido pelo SBT, sim, no canal do Tio Silvio. Muitas pessoas acham que passou na nossa amada Rede Manchete, mas Silvio ji-chan passou na frente com Guerreiras Mágicas, no auge do sucesso de Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon. A exibição brasileira foi de 1996 há 1998 no programa da Eliana, quando o Bom dia e Cia era bom.


O anime tem algumas diferenças (como sempre) da mangá. Por exemplo, as personagens Debonair e Nova não existem no mangá. Algumas diferenças foram adicionadas pelo próprio estúdio Clamp, pois a história do mangá era bem pequena.



A história de Guerreiras Mágicas de Reyearth é basicamente sobre três garotas colegiais, inicialmente sem vinculo nenhum e com personalidades totalmente opostas, que em uma grande coincidência acabaram indo para uma excursão escolar à Torre de Tóquio de onde foram transportadas para o mundo de Zefir (o nome original é Cefiro, mas na dublagem brasileira o termo era Zefir). Ao chegarem ao mundo de Zefir foram recebidas por Guru Clef que contou-lhes que a princesa Esmeralda (Emeraude no original), pilar daquele mundo, fora sequestrada por seu sumo-sacerdote Zagar (Zagato no original), e que elas eram as escolhidas para salva-la e assim salvar o mundo, ou elas não poderiam voltar para casa.


Cada uma das garotas recebeu recebeu, do próprio Clef, um poder mágico e a primeira missão de conseguir chegar no ferreiro de Zefir, que por um acaso era uma mulher, a Pricila (Presea no original),  para conseguir suas armas e armaduras, que eram muito legais porque evoluíam de acordo com o evoluir de seus poderes.




Lucy (Hikaru) recebeu o poder do fogo, Marine (Umi) recebeu o poder da água, e Anne (Fuu) recebeu o poder do vento. Depois de receberem as espadas feitas por Priscila, as garotas foram atrás de seus respectivos Espíritos Gênios (Mashins) Rayearth, Seres (Selece) e Windam. Logo no primeiro episódio Clef é transformado em pedra por Zagar e quem acabou designado para guia-las em seus caminhos para se tornarem as Guerreiras Mágicas de Zefir, foi ninguém menos que o personagem emblemático do estúdio Clamp: Mokona.





Guerreiras Mágicas de Reyearth como eu já havia comentado é um dos animes que me fizeram mais feliz durante a minha infância, é o terceiro da categoria: mais importantes e queridos. Isso porque o anime tem muito de shounen, porém não perde sua essência shoujo, é a mistura perfeita. Por que digo isso? Eu explico.


Em Guerreiras Mágicas, todo o evoluir das personagens não depende apenas do quanto elas batem (e elas batem bastante), em cada batalha elas não apenas aumentam seus poderes, mas sim evoluem como “pessoas”, o evoluir das armas e armaduras delas não depende tão somente do número de batalhas que elas vencem, mas sim de como elas lidam com as pessoas e com sigo mesmas, é um anime bem fechadinho tem muito a ensinar para uma criança de 5 anos.


Além do mais, Magic Knight tem todos os elementos de um shoujo, tem triângulos amorosos, tem enrolações e dúvidas sobre seus sentimentos, tem romancinho pra lá e pra cá, amores platônicos, tem tudo isso, mas o que torna o anime o Shoujo Perfeito é o fato de que é mostrado que uma garota por mais delicada que seja, pode sim se sacrificar pelos que lhe são importantes, uma garota pode sim lutar até a exaustão contra um vilão Badass e vencer, Guerreiras Mágicas mostra que o poder de uma garota/mulher não é somente no emocional, se for preciso uma garota vai sim pegar em uma espada e levar sua palavra até o fim.


 Isso é tão nítido no anime que a Lucy, a Marine e a Anne, em todas as lutas se arrebentam inteiras, é um anime que mostra que garotas se levantam depois de sangrar, que não correm perante um monstrengo. Aliás, só de ter sangue em um shoujo já me faz elevar a nota de 0 para 7 em segundos. Além de que, Guerreiras mágicas tem os Gênios, que são rôbos a lá Gundam, que metem soco em quem for. Sem falar da trilha sonora também que é literalmente MÁGICA (com o perdão do trocadilho xD)


O bem da verdade é que Guerreiras mágicas de Reyearth é um anime excelente, e se for pra apontar um ponto negativo o único seria que esse eu não tenho completo em VHS. Infelizmente o anime parou de ser exibido perto de seus últimos episódios o que deixou minha coleção incompleta, me obrigando a baixar os últimos episódios na internet.


 Para finalizar, deixo aqui um gostinho de saudade com a abertura mais legal do anime.

Você encontra para baixar a série Aqui e o OVA Aqui.

Mata ne. :3

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um Pouco Sobre Moda - A Maquiagem (ou Maquilagem) para os Visual Kei.

Um tema um pouco diferente aqui no blog, mas dúvida de muitas pessoas que acabam de conhecer o Visual Kei.


A maquiagem para os Visual Kei é intrinsecamente ligada (bem como a roupa) ao seu estilo musical, ou seja tudo vai depender de em qual subgênero a pessoa se insere.
Em minha humilde opinião de merda maquiagem é algo pessoal e diretamente ligado ao humor, mas existem sim alguns padrões a se seguir, um tipo de "regra da maquiagem" que se você segue é sucesso. 
Como eu não sou uma maquiadora profissional eu sigo as dicas da Duda do Blog Pretty Poison, e adiciono dentro da maquiagem VK que eu pretender.

Iryou Kei

Deixando a maquiagem tradicional de lado, o Visual Kei é bem livre neste assunto e você pode encontrar muitas dicas no youtube.
Outra forma de seguir a tendência dentro do mundo VK, é "copiar" as maquiagens dos integrantes das bandas, ou se inspirar nelas.

Ryu Cenobita-senpai com make inspirada em Ruki,
vocalista da banda The Gazette
O tema é bem abrangente, poderia sim falar sobre marcas de produtos mais indicadas para make, onde compra-los e etc. Mas bem como já citei, isso é algo muito pessoal. Um tiro certo de onde encontrar bons produtos é pela internet, mas também na rede de lojas Ikesaki, lá a variedade de produtos é enorme, tanto para maquiagem quanto para cabelos.



Mata ne. o/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um Pouco Sobre Moda - Visual Kei [Oshare Kei e Koteosa Kei]

Para o primeiro post pós Especial Monogatari Saga, veremos mais dois subgêneros do Visual Kei (VK). Em primeiro Lugar veremos o:

Oshare: Com músicas mais alegre e próximas ao pop, os membros deste grupo tem um visual mais alegre e colorido. Tiveram sua entrada no mercado da música entre 2002 e 2004, época em que o gênero Kotevi começou a perder um pouco de sua influência, então, dentro da cena indie, surgiu o Oshare Kei. É considerado um dos mais famosos gêneros do Visual Kei.

Exemplo de Oshare Kei é a banda An Cafe.


Ao falar de Oshare e anteriormente de Kotevi kei, precisamos falar do Koteosa kei. Entenda o porquê:

Koteosa: Estilo considerado como uma “evolução” do Oshare Kei, se popularizou em 2005. A aparência e a música de ambos os grupos se assemelham muito. Acredita-se que este subgênero seja o resultado da fusão do Oshare Kei, seu provável predecessor, com o Kotevi Kei, assim, explicá-lo sem falar de Kotevi e Oshare antes, seria um pouco confuso.

Um exemplo de Koteosa Kei é a banda LM.C

Mata ne. :3

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Especial Hatsuki M: Monogatari Saga - HANAMONOGATARI [花物語]


Esta é a última adaptação que eu consegui encontrar e faz parte do segundo arco da Light Novel, sim,faz parte da Monogatari Series: Second Season da Light Novel, mas foi adaptada separadamente.
Sei que tem mais uma para sair que é a Kizumonogatari, mas não consegui nenhuma informação, confiável, sobre o lançamento.


Em Hanamonogatari nossa protagonista é a esquecida, porém não menos importante, Kanbaru Suruga. Aqui ela narra os acontecimentos após Koimonogatari, e apesar do final de Koimonogatari, Kaiki Deishuu é muito importante nesta fase da história. Kanbaru explica as sensações do pós-formatura de seus veteranos e acaba caindo em um pequeno caso de esquisitice com uma antiga rival nos esportes, a complicada Numachi Rouka.


Falar do enredo de Hanamonogatari pode acabar causando uma zona de spoilers, mas para resumir, Numachi e Kanbaru resolvem suas diferenças e o problema da esquisitice na quadra. Nesta faze todos os outros personagens acabam não aparecendo, a irmã de Araragi, Karen, acaba fazendo uma participação pequena, mas nada muito frequente. Araragi Koyomi também faz uma pequena participação, porém esta um pouco mais importante.


Hanamonogatari em minha opinião é a adaptação mais sentimental de todas as lançadas. Aqui aprendemos a nos aceitar e a encarar nossas dificuldades sozinhos, pois nem sempre teremos aqueles que amamos ao nosso lado.


Hanamonogatari é perfeito para ver comendo uma barra de chocolate com um chá branco bem geladinho.


Bom, este é o fim do especial Hatsuki M.: Monogatari Saga, peço desculpas pelo atraso no último post, mas as coisas aqui em casa só normalizaram mesmo agora. Fiquei muito feliz em fazer este especial e ainda espero o feedback dos leitores do blog.
Façam seus comentários e muito obrigada por acompanharem o primeiro especial do blog.

Arigatou Gozaimashita. :3
ありがとうございました。