sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Dica de Anime - Shiki (死鬼)

Para os nada fãs de histórias de terror, este post pode não agradar-lhes.


Sabe aquela mania que principalmente os adolescentes tem de contar histórias assombrosas e descabidas, apenas por diversão? Algumas pessoas levam isso um pouco a sério de mais.


Os japoneses tem uma gama enorme de histórias assombradas, e uma capacidade de recriá-las ainda melhor (ou pior, depende do ponto de vista). Eu amo assistir filmes de terror, já assisti o mesmo filme um milhão de vezes, e meu livro favorito é de longe uma aventura, mas, filmes de terror japoneses, eu SEMPRE fico com um pé (na verdade os dois, mais as minhas mãos) atrás na hora de assistir.
Duas boas dicas para ilustrar o que estou falando é o canal Aqui Pode do Hiro, com a série de vídeos: A vida no Japão - Coisas Cabulosas e na série de vídeos do Cauê Moura, Rolê no Japão, onde ele vai para uma casa dos horrores em um parque de diversões (link aqui).


Mas o que isso tudo tem a ver com a dica de hoje?

Bom, eu sempre quis assistir um bom anime de terror que fugisse do gore, porque dentro das obras do gênero, as que eu mais aprecio são aquelas que mexem com seu psicológico.
Eis que um dia vagando por essa vasta campina chamada internet, esbarrei por um acaso em um anime chamado SHIKI (os kanjis que compõem o nome da obra são: morte e demônio.), e pensei, por que não tentar mais esse? ^^


O anime se passa em uma vila pequena e tranquila chamada Sotoba. Uma série de mortes misteriosas começa a se espalhar na aldeia, após uma estranha família mudar-se para a mansão Kanemasa, abandonada há anos.
Toshio Ozaki, diretor do hospital de Sotoba, inicialmente suspeita de uma epidemia, mas as mortes continuam e as investigações começam a ser insuficientes, fazendo-o suspeitar que algo sobrenatural possa estar acontecendo.
Um jovem recém-chegado à vila, Yuuki Natsuno, que odeia a vida pacífica e estagnada de Sotoba, começa a ser perseguido por algo que ele julga impossível, e passa a ser cercado pela morte. Quando seu melhor amigo acaba sendo vítima da “epidemia” ele passa a investigar o mistério por traz das mortes.


Apesar de eu não ter achado que eles focaram no terror realmente, mas sim no suspense, o que ainda assim torna uma obra de "terror" bacana é que em alguns episódios o seu psicológico se abala de uma forma inexplicável, chegando a um ponto de você estar torcendo para que os personagens consigam resolver os problemas, apesar da inversão de perspectiva ser grande. Isso faz com que o anime se torne ainda mais interessante.


Os personagens são aprofundados aos poucos e no início o andamento da história se arrasta, mas chegando perto do fim, o ritmo fica frenético, é até um pouco difícil entender as falas.
O final me deixou um pouco decepcionada, não por ser ruim, mas sim por que eu queria uma continuação.


Ainda que mais psicológico o gore se faz pouco presente, mas o que mais impressiona é que ele é tão bem mesclado no enredo que fica sutil e difícil notar.


Shiki harmoniza perfeitamente com pipoca, refrigerante e uma barra de chocolate para adoçar a tragédia salpicada de medo e suspense.

Você encontra Shiki para download aqui e online aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

10 Animes para Fugir do Carnaval

Este fim e início de semana estamos em uma tradicional festa brasileira, que por sinal, só é ruim por causa de como as pessoas lidam com ela.
Eu nem sempre desgostei de carnaval, afinal, quem não gosta de quase uma semana de folga?
No Japão eles também tem uma semana de feriado chamada Golden Week, que consiste em um conjunto de feriados nacionais que vai geralmente de 29 de abril a 5 de maio. E, como no carnaval brasileiro, eles aproveitam para viajar, ou simplesmente descansar em casa (o que muitos brasileiros como eu fazem).


Mas por que a Hatsuki-san, e muitos outros brasileiros, não gostam do carnaval?
Bom, um dos motivos que posso falar por mim é exatamente pelo tipo de conduta que as pessoas assumem nessa data. Incrivelmente no carnaval as pessoas tem atitudes um pouco inconvenientes.
Além disso, as pessoas assumem posturas desconcertantes na rua e no trânsito, principalmente no período noturno. Sair de casa quase deixa de ser uma opção para as pessoas que não mudam suas maneiras durante o feriado.


Mas vamos combinar, deixar de se divertir em um feriado como esse acaba se tornando um ócio incrível, e algumas pessoas não gostam de ficar vegetando durante 4 ou 5 dias.
Pensando nisso eu selecionei 5 animes Shounen, e 5 animes Shoujo, que são ótimas opções para quem não quer se indispor com pessoas insensatas no carnaval.

Shounen: 

1 - Katanagatari
Do mesmo Criador de Bakemonogatari, este anime é muito bom, na minha lista de favoritos ele está em primeiro lugar, ao lado de Yamato Nadeshiko Shichi Henge, tem uma proposta bem diferente e um enredo típico de Nishio Ishin, e é surpreendente. Os traços são bem atípicos, mas não causam estranheza.

2 - Magi
Quando lançado confesso que tive um certo preconceito com este anime, mas após assistir alguns episódios me encantei. A proposta e a história são muito boas, e o traço é bem limpo. A animação também é muito boa, sem contar que segue os conceitos básicos do RPG de mesa. ♡


3 - Deadman Wonderland
Para os fãs de animes mais sangrentos, esse é exatamente o que procuram. A história e os personagens são cativantes, e a proposta de enredo é bem diferente. Os traços e a trilha sonora são um show a parte, a única coisa que talvez não seja muito legal é que na verdade o anime foi apenas uma chamada para as pessoas interessarem-se pelo mangá.


4 - Kore wa Zombie Desu Ka?
Uma comédia leve e emotiva ao mesmo tempo, este anime conta com personagens de personalidades bem engraçadas e fortes vivendo de baixo do mesmo teto. Dá uma nova visão do que é ser um zumbi e tem um conceito bem bacana. A História é interessantíssima, mas somente na primeira temporada, por não contar com enrolação.


5 - Code Geass
Um anime um pouco mais sério e complexo, no entanto conta com uma história fácil de entender. Cada personagem tem uma linha de pensamento sobre a vida e o mundo onde estão vivendo. A animação, o traço e a trilha sonora também são ótimos e muito bem contextualizados dentro do enredo.


Shoujo:

1 - Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai (Ano Hana)
Para quem não se importa em chorar até sofrer desidratação, esse talvez seja o anime mais fofo que já assisti. Mostra como o amor pode ser intenso, e diferente de pessoa para pessoa. Os personagens cativam individualmente, e muitas vezes nos caracterizam durante todo o anime. A trilha sonora e a história são muito kawaii, a animação e os traços são amadinhos.


2 - Tamako Market
Uma proposta bem bacana e pouco convencional, foca no notar e aceitar seus sentimentos, sejam quais forem, além de ser muito engraçadinho. Foca muito mais na amizade e confiança, e os personagens são bem peculiares, cada um com suas manias e formas de ver a vida.


3 - RDG - Red Data Girl
Uma forma de conhecer um pouco de mitologia japonesa porém não tão efetivamente. Confesso que já tenho uma tendencia a gostar de mitologias, mas só fui mesmo pesquisar mais sobre a japonesa após assistir este anime. Além de mostrar relacionamentos interpessoais de forma bem mais leve. Trata muito, também, sobre responsabilidade, e escolhas.


4 - Black Rock Shooter
Totalmente focado na amizade das personagens principais, mostra dois mundos diferentes, o nosso mundo, e o "mundo dos sentimentos", onde com o propósito de não sintamos dor, garotas que nos representam lutam entre si para que possamos seguir em frente. Uma proposta bem interessante e diferente de ver como algumas pessoas encaram a vida e as mudanças que nela ocorrem.


5 - Bungaku Shoujo (Garota Literária)
Este é um longa, muito especial e diferente. Como o nome sugere, a protagonista Amano Touko, não se alimenta com comida, e sim com as páginas dos livros. A premissa e o conceito por trás da história são bem inéditas (ao menos para mim), e criativas. O desenrolar do enredo é ainda mais legal e tocante. Diferente dos dramas que acostumamo-nos a ver, este nos mostra não apenas triângulos amorosos, mas também nos mostra sobre o egoísmo e não deixa de passar uma bela mensagem:
Não Desista, tudo pode ser mudado se você olhar mais a fundo na situação.
Mas a melhor lição que Touko-senpai passou para mim é: "Levante a cabeça e olhe para o céu. Os livros e a imaginação neste mundo são tão incontáveis como as estrelas."



Mata ne! o/ 
E Bom Feriado. :3

E para quem quiser saber mais sobre a Golden Week, acesse o link do blog Japão em Foco. ^^

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um Pouco Sobre Moda - Visual Kei [Kurofuku Kei]

Após o resumo sobre o que já havíamos abordado nos posts anteriores (você pode ver clicando aqui), hoje trago mais um subgênero do Visual Kei, talvez um dos meus favoritos.
Hoje falaremos sobre o Kurofuku Kei:


O grupo se destaca pelo uso de elementos pretos em seus visuais, como o nome sugere (kuro = preto).
Este subgênero faz menção aos grupos da década de 80 e 90, que possuíam um visual mais obscuro e este gênero com visual “dark”, tem algumas prováveis referencias similares ao estilo gótico.
Se comparado às características visuais do estilo Kotevi Kei, nota-se que o Kurofuko Kei é mais “limpo”, com pouca maquiagem, porém é comum que esta dê ao integrante uma imagem bem sombria. O mesmo pode-se dizer sobre as características musicais do subgênero, as composições são limpas, mas sempre com um tom sombrio.

 Um exemplo de Kurofuku Kei é a banda BUCK TICK.


Mata ne. ^^


Reconhece esta música de alguma abertura de anime?




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Anime Nostálgico - Shurato

Faz tempo que esta seção do blog não aparece por aqui, ainda mais com a enxurrada de novidades que tivemos no final do ano passado e no início deste ano.
Mas, como meu Ojii-sama já dizia: "nem só de novidades vivem os humanos", então o post de hoje é para fazer justiça a esta obra que muitos julgam mal.


O mangá de Shurato (ou Tenkū Senki Shurato  - "A Guerra Celestial de Shurato"), foi escrito por Hiroshi Kawamoto e adaptado para anime pela Tatsunoko Productions. Começou a ser publicado no final da década de 80 na revista  Shōnen King, da revista Shōnen Gahosha.
O anime estreou na TV Tokyo em 1989 e continuou até os anos 90, gerando 38 episódios, e seu final só foi mostrado no OVA (Tenkū Senki Shurato – Sousei e no Anto) em 1991.
Fora do Japão Shurato teve maior sucesso na França e no Brasil. 


Para mim, no Brasil, Shurato foi mais uma obra com ótimo trabalho na dublagem. Não foi um marco como Yuyu Hakusho, mas com certeza foi um trabalho muito bem feito.


Quero dizer que acho muito injusto quem chama Shurato de "Cavaleiros do Zodíaco genérico". Para começo de conversa, CDZ trata da mitologia grega, e Shurato da mitologia budista/hindu. Segundo que o enrredo é bem diferente. Não estou dizendo que Shurato é melhor que Cavaleiros, mas não podemos também tirar os méritos do nosso protagonista maluco e desajeitado.


Bom, antes de simplesmente defender Shurato, vamos à sinopse:
Shurato e Gai são melhores amigos, porém rivais no mundo das artes marciais. Um dia em um tornei os dois iriam lutar ente si, mas no meio da luta, uma luz acaba levando os dois para um mundo totalmente diferente, o Mundo Celestial. Ao acordar, Shurato se da conta que não está mais no Japão e que Gai não está ali. Ele acorda em companhia de Rakesh, que (bem atrevida) o acorda com um beijo. No meio da confusão com Rakesh, Gai aparece vestindo uma "armadura" estranha e ataca Shurato, que junto com a garota, é salvo por Leiga, e levado a presença da deusa Vishnu, que explica-lhe que ali, no Mundo Celetial o que rege as pessoas é Souma (tipo o cosmo, o Ki ou a energia espiritual), e que ele é um dos oito guardiões do povo de Deva.


Ela explica que Gai também é um dos oito guardiões, mas que ele fora dominado pelo Souma negro (tipo o Dark Side), e que Shurato deve se juntar aos demais guardiões para proteger o Mundo Celestial das forças malignas do povo de Asra. Na mesma noite em que Shurato é levado, o general Indra, braço direrito da deusa Vishnu, a trai transformando-a em pedra. E cabe a Shurato, o rei Shura, salva-la e resolver o equívoco que divide os guardiões.


O que mais eu gosto em Shurato é que, apesar de ser o protagonista, ele não aceita tudo logo de cara. Veja bem, ele do nada acorda em mundo sem nenhum tipo de tecnologia, totalmente diferente do mundo onde ele vivia, dizem pra ele que ele é a reencarnação do Rei Shura, e que ele tem que proteger um povo que ele nem se quer conhece. É óbvio que ele não aceita tudo numa boa de começo. Sem contar que ele vai se tornando forte aos poucos, ele nem se quer sabia que o souma existia, não sabia o que era um Shakti (lê-se shakiti. É a armadura que eles usam). Então ele não é do tipo "sou bom porque sou o protagonista", e isso cativa ao decorrer do anime todo, mesmo no final da série de TV exibida no Brasil ele ainda era ingênuo ao ponto de não saber se adaptar a tudo aquilo.


Além do mais, Shurato traz boas lições como o valor das amizades, e nunca desistir de alguém de quem se gosta (no caso dele e do Gai), mas também que não devemos nos fechar para conhecer pessoas novas só porque você tem aquele seu amigo de tempos. Shurato também nos ensina a abraçar responsabilidades e não fugir delas só por causa de seu peso.


E então, viu como Shurato é legal? Sem falar que a trilha sonora e os traços são muito bons. E como sempre eu tenho o meu pequeno orgulho, que são as fitas gravadas da Rede Manchete, versão de 1996. E
Eu tive um boneco original do Shurato, mas infelizmente ele se perdeu com o tempo. =/


Mata ne. o/

e...

"Om Shura sowaka"

Para baixar o anime completo: clique aqui.
E para os OVAs clique aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dica de Anime - No Game No Life.

Como eu disse no primeiro post do ano, alguns dos animes da Lista dos Melhores de 2014 merecem um post só para eles, e esse é o caso do anime que vamos falar hoje.


No game No Life (ノーゲーム・ノーライフ) é mais um anime que se baseia no mundo dos jogos, mas dessa vez, de um modo bem peculiar, e também é mais uma adaptação de uma Light Novel, escrita por Kamiya Yuu, incrivelmente ele é brasileiro e foi um dos primeiros a ser bem sucedido no Japão como Mangaka.


Nossos protagonistas são os irmãos Sora e Shiro, ambos hikikomori (ou NEET para quem preferir), viciados em games de todos os tipos. Um dia eles recebem um e-mail de alguém os desafiando para uma partida de xadrez, e ao vencerem são transportados para um mundo diferente do deles. O jogador que os desafio chama-se Teto e ele os leva para um mundo onde tudo é decidido através de jogos, guerras são proibidas, e até mesmo fronteiras geográficas são decididas através de jogos.


O anime é muito bom, e apesar dos traços peculiares, e do humor apresentados, ainda assim passa uma mensagem interessante para quem o assiste. Não adianta jogar um jogo, se não for para se divertir. Sem falar da trilha sonora, principalmente a Opening, que é muito, mas muito boa MESMO.


Tem seus pontos Ecchi, mas nada muito pesado, nem se compara com os animes inteiramente Ecchi. E isso não tira nem um pouco os méritos da história, com ecchi ou sem a história é definitivamente incrível, todo o contexto e a premissa da história são muito bem elaborados.


Cada personagem tem seus pontos de personalidade bem definidos, como os dois protagonistas, que não podem se separar nunca, ou eles tem ataques de depressão. E por ser uma adaptação de Light Novel, o mangá saiu após o lançamento do anime, então você pode encontrar a história nas três formas. E em breve teremos boas notícias, o próprio autor anunciou que tanto a Novel como o Mangá serão lançados no Brasil.


Mas o mais legal mesmo é o lema do Kuuhaku (Nick Name de Sora e Shiro que sempre jogam juntos como um só):

"O Kuuhaku nunca perde."


No Game No Life harmoniza bem com um dia quente, com suco gelado e pipoca com manteiga.
É contraindicado assistir no período noturno, pois a chance de passar a noite inteira assistindo é altíssima. Se você presa por seu sono, não assista de noite. xD


Você encontra No Game No Life

Para baixar: aqui.
Para assistir online: aqui.

O mangá: aqui.
A Light Novel: não encontrei T-T

Episódios especiais: aqui.